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Veja como agir nas redes sociais para concorrer a um emprego

 Concorrer a um emprego atualmente deixou de exigir apenas um currículo atualizado do candidato. Para se preparar melhor para a avaliação do recrutador, é preciso ter portfólio online, perfil no LinkedIn, e se comportar adequadamente nas redes sociais. Apesar de nem todas as empresas acessarem os perfis dos candidatos, a tendência é que essa prática aumente nos próximos anos, e ela já é parte da rotina de recrutadores de empresas de tecnologia, segundo especialistas da área.

“É normalmente mais visível em empresas de tecnologia, porque não deixa de ser uma extensão do trabalho deles”, afirma Fábio Cunha, gerente-executivo da Michael Page, empresa de recrutamento especializada em cargos de alta e média gerência. “Nessas companhias, há uma relevância maior, mas acontece também para profissionais de outras indústrias, como marketing”, completa.

Segundo a consultora da Cia de Talentos, Giuliana Hyppolito, o Brasil, como um dos países que mais usam as redes sociais no mundo, tem um desafio de mostrar um comportamento adequado na visão do empregador. “Há um tendência global de unir o mundo pessoal e profissional em um só lugar, mas o Brasil ainda tem dificuldades em questão de comportamento. Fora do País, principalmente nos Estados Unidos e Canadá, as redes sociais vêm sendo usadas como fatores predominantes para a decisão de um emprego”, disse.

O que as empresas observam nos perfis
De acordo com os especialistas, o que é observado nos perfis dos candidatos depende do que a empresa está buscando, mas existem itens essenciais para não fazer feio nas redes quando se procura um emprego. O LinkedIn, por exemplo, se tornou uma das ferramentas mais usadas na área profissional, mas não basta apenas copiar o currículo no perfil.

“A gente valoriza muito o candidato que mantém a página atualizada, mas o LinkedIn te dá muito mais possibilidades de incrementar do que o currículo, porque tem partes só para links, publicações, cursos – independentemente se é uma pós-graduação ou não. Dá para rechear um pouco mais”, afirma Giuliana.

“A rede (LinkedIn) compartilha a questão da impressão de outros profissionais, as recomendações também são avaliadas”, lembra Cunha. “Mas não vale só as recomendações de amigos, é bom ter a avaliação de pessoas do mesmo ambiente de trabalho”, aconselha.

Segundo a gerente de Recursos Humanos da Catho, Angélica Nogueira, as empresas procuram olhar o comportamento do candidato nas redes sociais. “A companhia quer saber que tipo de atividades realiza, quais são seus gostos, como se relaciona com os demais. Essa avaliação pode ser feita por meio das fotos que ele publica, posts, grupos de debate que participa, entre outros”, cita.

Dependendo da área profissional, não apenas o Facebook e LinkedIn são observados, mas o Instagram pode ser uma boa maneira de apresentar um portfólio e contar um pouco sobre a personalidade. “Ele não irá substituir o currículo no processo seletivo, mas sem dúvidas, é um aliado para que o recrutador veja o que o candidato tem de melhor. A principal vantagem é a interação que ele permite que o selecionador tenha com os projetos já desenvolvidos”, diz Angélica Nogueira. Segundo Fábio Cunha, da Michael Page, as áreas que mais valorizam esse tipo de portfólio são as de publicidade, marketing, comunicação e criação.

Confira abaixo dez dicas dos especialistas para não fazer feio nas redes sociais ao buscar um emprego:

1. Coloque apenas informações verdadeiras sobre sua experiência profissional;

2. Use a comunicação adequada para cada tipo de rede social: LinkedIn é profissional, Facebook é mais informal;

3. Uso de palavrões, gírias e erros de português são vistos de forma negativa pelas empresas;

4. Não faça das redes sociais seu “divã virtual”, reclamando de tudo e de todos. Se nem seus amigos te aguentam, a empresa também verá isso de forma negativa;

5. Também evite falar mal de amigos, chefe e empresas;

6. Se está participando de um processo seletivo, não divulgue informações do processo para outras pessoas na internet;

7. Evite publicar posts sobre assuntos que não tem certeza se são verdade, e passe longe de comentários preconceituosos ou muito polêmicos;

8. Lembre-se: tudo o que for aberto, poderá ser visto pelas empresas. Restrinja o acesso apenas para amigos para ter um maior controle sobre as informações que compartilha;

9. Cuidado com fotos publicadas que podem denegrir sua imagem;

10. No LinkedIn, mantenha atualizado seu perfil para não se “queimar” no mercado, se transformando em um “usuário fantasma”.

Data: 11/08/14

Fonte: Terra