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A hora da verdade: Empresas procuram quem vista sua camisa

Pessoas identificadas com a cultura e os valores da organização, dispostas a se engajar em um programa de desenvolvimento contínuo para assumir posições de liderança na empresa. De maneira genérica, esse é o perfil procurado pelas companhias que apostam nos programas de trainee para recrutar talentos.

Mas antes de vestir a camiseta corporativa, é preciso demonstrar em testes, dinâmicas de grupo e entrevistas que sua escolha significa que a organização está contratando alguém criativo, com capacidade de inovar e trabalhar em equipe e adaptável às mudanças de cenário.

“As empresas querem jovens proativos, que gostem de desafios, que busquem seu desenvolvimento, tenham habilidade de comunicação, saibam expor seus pontos de vista e estejam comprometidos com os resultados da companhia” complementa Lúcia Félix, gerente sênior de desenvolvimento da Lojas Renner, empresa em que 73% dos atuais executivos saíram do programa de trainee.

Na Gerdau, que abrirá inscrições para seu programa no segundo semestre, comprometimento e orientação para resultados são outras características desejadas.

“Procuramos pessoas que buscam desafios e instigam a si mesmas e aos demais para atingir resultados com consistência” diz Denise Casagrande, diretora de desenvolvimento de pessoas da Gerdau. “Buscamos, além disso, profissionais que valorizem o trabalho em equipe, atuando de forma integrada entre as diversas áreas.”

Em cenário de negócios com projeção de crescimento acelerado em alguns segmentos e empresas, a estratégia das organizações se pauta por rápido desenvolvimento e competitividade. E as corporações esperam que os jovens talentos possam entregar ideias e soluções para colocar a empresa na dianteira do mercado.

“Queremos atrair jovens talentos que se sintam inspirados pela nossa visão, estejam conectados com os nossos valores e possam estar à frente, em um futuro próximo, de nossas marcas líderes”, explica Julieta Nogueira, diretora de RH da Duratex.

Para prospectar as melhores cabeças, em geral as empresas contratam consultorias especializadas para colaborar na condução dos processos de seleção. Uma das fases mais angustiantes para alguns candidatos é a entrevista presencial. Essa é a hora da verdade, a chance de o candidato deixar sua impressão.

“Para ser autêntico e mostrar o melhor de si é importante que o candidato reflita sobre os principais aspectos de sua trajetória de vida até esse momento, levando em conta as suas motivações, pontos fortes, perfil profissional, áreas e empresas desejadas”, sugere Luís Abdalla, CEO da Seja Trainee.

Em várias empresas, os responsáveis pela entrevista tentarão criar um ambiente que deixe o candidato mais confortável na luta contra o nervosismo e a ansiedade.

“Você vai ser escolhido por aquilo que você é, e não por aquilo que tentou demonstrar. Quando recebo um candidato, quero conhecer seu modelo mental e de relacionamento de uma forma verdadeira” diz Elisa Carra, diretora da RH da EY.

Não será a eloquência sem controle que convencerá os gestores de sua capacidade. Também ficar calado não colocará você em evidência no grupo. Portanto, é importante autoconhecimento e participação equilibrada.

“Não há resposta certa sobre o que é preciso fazer na hora da entrevista, porque cada um se destaca em uma área” afirma Paula Esteves, da Cia de Talentos. “O candidato precisa vivenciar o momento, ouvir, dar opinião, saber o momento certo de falar e se destacar.”

Fonte: Zero Hora (Porto Alegre/RS)