O que os recrutadores querem saber do candidato ao estágio?


11/04/2018
Por Cia de Talentos

Frequentemente, os candidatos temem uma entrevista por não terem experiência profissional. Acreditam que quem tem experiência sai na frente. Então, este artigo vai acabar com os mitos e trazer as verdades por trás da dúvida: ”ter experiência profissional me ajuda na seleção?”
 
A resposta é sim, mas não pelo motivo que você acredita. A boa notícia é que avaliamos competências comportamentais ou soft skills e não o conhecimento técnico aprendido na experiência profissional que você teve – ou não teve. A má notícia é que não basta ser um excelente aluno e apenas se dedicar integralmente às disciplinas. Você precisa se expor a situações em que aprenderá e/ou colocará em prática suas habilidades interpessoais como: clareza na comunicação, trabalho em equipe, liderança, negociação, resiliência, proatividade, saber conduzir conversas difíceis, etc.
 
Quer um exemplo?
 
Vamos lá: lembre-se dos trabalhos em equipe que já fez na faculdade. Qual foi o mais difícil? Por que foi difícil? Como você lidou com a dificuldade? Como o problema foi resolvido?
 
Para algumas pessoas, o trabalho mais difícil foi aquele que precisou fazer algo que não se sentia habilitado, ou seja, não tinha o conhecimento necessário para executar a tarefa. Para outros, foi lidar com um amigo que não respeitava prazos e não colaborava com o time. Como dizer isso para uma pessoa que você gosta? Como não prejudicar o trabalho e a amizade? Ainda haverá os que apontem que o trabalho mais difícil foi aquele que estava caminhando super bem, até que algo deu errado e não havia mais tempo e nem recursos para resolver o problema.
 
Se você não se identificou com nenhuma das situações acima, não tem problema. O que quero mostrar é que para cada situação você agiria de uma maneira e é isso que buscamos nas entrevistas. A sua ação nos mostra quais as características comportamentais que possui e se isso faz match ou não com o perfil da vaga/empresa.
 
Por isso quero insistir na importância de você se envolver em alguma atividade extracurricular para ganhar “quilômetros rodados”, ou a famosa “bagagem de vida”. São as situações estruturadas de convívio com as pessoas para realizar alguma atividade que te mostrarão quais são as suas fortalezas e o que precisa cuidar.
 
Alguns exemplos de atividades ou instituições que te ajudarão a desenvolver suas competências comportamentais são:
- AIESEC
- Atlética;
- Centro acadêmico;
- Empresa Jr;
- Estágio;
- Eventos universitários (coordenação da semana acadêmica, organização de um congresso etc.);
- Iniciação científica;
- Monitoria;
- Projeto social;
- Projetos da universidade como BAJA (desenvolvimento de veículo para competição); Aerodesign (desenvolvimento de aeronave para competição), PET (Programa de Educação Tutorial) etc.
- Summer Job;
- Trabalho remunerado ou não (seja na loja do tio, na empresa do pai ou numa empresa do mercado, como temporário de fim de ano, por exemplo);
- Trabalho voluntário (mas o de verdade e não aquele que você ajuda 1 vez ao ano, combinado?).
 
Escolha a atividade com a qual mais se identifica, busque mais informações, participe das seletivas e se engaje na atividade. Você só tem a ganhar!
 
Adriana Rodrigues é psicóloga, mestre em Psicologia e consultora head na Cia de Talentos.