Dia do engenheiro: caminhos possíveis para uma carreira sempre em alta


11/12/2017
Por Cia de Talentos

Hoje, 11 de dezembro, é comemorado o Dia do/a Engenheiro/a. Para que essa data seja marcada de uma forma especial, pensamos em ajudar você, estudante de engenharia, que deseja saber como pode explorar da melhor forma todos os aprendizados que o curso oferece. Ao mesmo tempo, também queremos abrir os caminhos – e as possibilidades – para quem está em dúvida se esta é mesmo a área que gostaria de seguir.

Pensando nisso, trazemos com exclusividade uma pequena entrevista com a Adriana Chaves, sócia do Grupo Cia de Talentos, em que ela conta como a sua formação em engenharia a ajudou a se tornar sócia de uma das maiores consultorias de RH da América Latina.
 
Cia de Talentos: A área de engenharia oferece um universo de possibilidades de atuação. Na sua trajetória, o que te ajudou a decidir qual caminho seguir?
 
Adriana Chaves: Quando escolhi fazer engenharia, tinha pouca informação sobre mim mesma e sobre as profissões existentes. Era uma época em que não havia muitas informações e esclarecimentos sobre o mundo do trabalho, então, decidi ir para o mais clássico. Eu gostava das matérias de exatas, logo, me daria bem em engenharia. Como a Engenharia Elétrica era a mais concorrida, na época, resolvi me inscrever nessa área para testar, ou seja, a escolha foi sem nenhuma consciência do que me esperava. Já no meio do curso eu senti que não seria uma engenheira muito convencional, porque a parte humana me chamava mais atenção do que a parte técnica das soluções.
 
CT: Em que ponto você acredita que sua experiência como engenheira trouxe os aprendizados necessários para prosperar na área de RH?
 
AC: Tanto o curso quanto a prática da engenharia te colocam em situações de decisões rápidas e lógicas. Quando entrei para a área de RH, notei que, em geral, as pessoas que trabalhavam nessa área tinham mais a tendência em abrir as discussões, explorar as possibilidades, olhar todos os aspectos envolvidos e isso me encantava muito, porém, a tomada de decisão delas era muito mais lenta e, muitas vezes, confusas. Foi nesta lacuna que eu entrei e somei de imediato. Foi um casamento perfeito. Eu não sabia olhar o mundo com os olhos amplos, porém, em contrapartida, eu era a pessoa certa para fazer a prática acontecer.

CT: A educação para a carreira transcende conhecimentos técnicos e reconhece comportamentos importantes para um profissional, quais skills comportamentais te ajudaram a vencer e conquistar sua posição atual?
 
AC: Abertura para aprender, humildade para reconhecer que não sei tudo, senso de justiça em tudo que eu faço, muita curiosidade e disponibilidade para fazer de tudo – do operacional ao estratégico.
 
CT: Atualmente, vemos engenheiros de formação atuando em áreas como marketing, comercial, financeiro, sustentabilidade, RH, entre outras. Essa tendência amplia o mercado de atuação. Ao que você atribui esse movimento?
 
AC: O mundo corporativo está ávido por pessoas com pensamento lógico, análises complexas e tomada de decisão rápida. Talvez por isso os engenheiros estejam ganhando espaço em áreas diferentes de sua formação. Entretanto, é preciso levar em consideração que, qualquer que seja a área em que o engenheiro atue, é necessária muita humildade para aprender. Além disso, como temos uma formação extremamente cartesiana, é fundamental estar preparado para ouvir o que pessoas de diferentes formações e jeitos de pensar têm a dizer, para juntos compormos a solução. Pois a diversidade de formação e pensamento é muito importante para qualquer empresa.
 
CT: Por fim, poderia dar um conselho para quem está na faculdade de engenharia neste momento?
 
AC: Para aqueles que estão pensando em desistir, meu conselho é que não façam isso. A engenharia vai te proporcionar trabalhar em muitas áreas que você ainda não conhece e nem sequer se vê trabalhando. Portanto, faça um esforço extra, termine a faculdade e depois escolha o que você quer fazer dentre milhares de opções possíveis.
Para aqueles que gostam do curso, dediquem-se para serem os melhores tanto tecnicamente como pessoalmente. Precisamos de gente com competências técnicas dentro das empresas, mas principalmente com competências comportamentais que venham com espírito de construção!